A bandeira nacional de Angola divide-se horizontalmente numa metade superior vermelha e noutra inferior negra. O vermelho simboliza o sangue derramado pelos angolanos durante as lutas pela independência, enquanto que o negro simboliza o continente africano. O símbolo no centro é uma roda dentada e uma catana, cruzados, e uma estrela, que simbolizam os trabalhadores. A disposição destes símbolos assemelha-se, não por acaso, à disposição da foice e do martelo que se encontra na bandeira da antiga União Soviética, e é um símbolo de comunismo.

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

Só para lembrar

Etnocentrismo é um conceito antropológico, segundo o qual a visão ou avaliação que um indivíduo ou grupo de pessoas faz de um grupo social diferente do seu é apenas baseada nos valores, referências e padrões adotados pelo grupo social ao qual o próprio indivíduo ou grupo fazem parte.
Essa avaliação é, por definição, preconceituosa, feita a partir de um ponto de vista específico. Basicamente, encontramos em tal posicionamento um grupo étnicoconsiderar-se como superior a outro. Do ponto de vista intelectual, etnocentrismo é a dificuldade de pensar a diferença, de ver o mundo com os olhos dos outros.
O fato de que o ser humano vê o mundo através de sua cultura tem como consequência a propensão em considerar o seu modo de vida como o mais correto e o mais natural. Tal tendência, denomindada etnocentrismo, é responsável em seus casos extremos pela ocorrência de numerosos conflitos sociais.
Não existem grupos superiores ou inferiores, mas grupos diferentes. Um grupo pode ter menor desenvolvimento tecnológico, se comparado a outro mas, possivelmente, é mais adaptado a determinado ambiente, além de não possuir diversos problemas que esse grupo "superior" possui.
A tendência do ser humano nas sociedades é de repudiar ou negar tudo que lhe é diferente ou não está de acordo com suas tendências, costumes e hábitos. Nacivilização grega, o bárbaro, era o que "transgredia" toda a lei e costumes da época; este termo é, portanto, etimologicamente semelhante ao selvagem na sociedade ocidental.
O costume de discriminar os que são diferentes, porque pertencem a outro grupo, pode ser encontrado dentro de uma sociedade. Agressões verbais, e até físicas, praticadas contra os estranhos que se arriscam em determinados bairros periféricos de nossas grandes cidades é um dos exemplo.
Incluem-se aqui as pessoas que observam as outras culturas em função da sua propria cultura, tomando-a como padrão para valorizar e hierarquizar as restantes.
Comportamentos etnocêntricos resultam também em apreciações negativas dos padrões culturais de povos diferentes. Práticas de outros sistemas culturais são catalogadas como absurdas, deprimentes e imorais.

fonte: Wikepédia

Mãe África

Mãe África
Do meu peito ainda escorre leite, e esse alimento ninguém pode calar. Ninguém pode roubar, contrabandear, explorar.
Minha África intacta, livre, alimento dos seus filhos.
Mesmo que eu não coma, não beba, meu leite não vai acabar.
Podem tirar todo o meu sangue, rasgar nossas terras em busca de diamantes.
Rasgar nossas vísceras e nos contaminar.
Meu leite continuará a jorrar e será alimento de todos os filhos dessa terra.
Mesmo se esse país virar um deserto e nada restar de pé, meu leite ainda escorrerá,
alimentando os frutos, as larvas, os filhos. Porque aqui nasceu o primeiro homem. Aqui que tudo começou.
E mesmo que o homem destrua o homem, que o homem negue três vezes a sua origem, meu leite ainda assim escorrerá e não será branco, pardo, amarelo, vermelho ou negro. Meu leite será puro e transparente. Correndo nas veias da Terra. Abençoando todos os filhos sofridos da Mãe África.

O básico da África

Educação na
sociedade africana
m nossa sociedade, chamada ocidental, moderna e “civilizada”, discute-se muito sobre a educação dos(as) filhos(as).
Parece que, não raras vezes, há uma transferência de responsabilidades, pois é comum as pessoas se perguntarem: “qual o segmento da sociedade que deve se preocupar com esta missão tão nobre, urgente e importante na vida das crianças e adolescentes?”
Seria a escola? A família? Os meios de comunicação social? A rua? A Igreja? Enfim, tantas perguntas e poucas respostas convincentes.
No entanto, na África, da cultura tradicional e iletrada, esta responsabilidade é da... bem, vamos conferir isso nessa reflexão.
A MULHER E A EDUCAÇÃO
Diz um provérbio africano: “Quem educa uma mulher (menina), educa um povo.” A sociedade africana, apesar de machista (esta é uma herança cultural), delega a responsabilidade da educação dos filhos à mulher. Isso porque a mulher (mãe) convive com as crianças mais tempo do que os homens. Até na hora das refeições, a mãe come em separado com as crianças e o pai fica com os seus filhos adultos ou amigos do outro lado.
Destacamos também o fato da criança viver os seus primeiros meses de vida “grudado” na mãe. A mãe amarra o filho todo nu nas suas costas, que também estão nuas. Este contato, no sentido literal do termo, faz com que a mãe transmita para a criança todo o seu ser maternal, como se os fluídos do seu corpo penetrassem diretamente na criança.
Outro fator importante é o fato da criança acompanhar a mãe em todos os lugares. É no caminho da roça, quando vai buscar água na bomba, na execução dos trabalhos domésticos, etc. A criança é a companheira fiel da mãe em todas as suas ações durante o dia e, à noite, ainda dorme no chão encostadinha na mãe. Podemos relacionar ainda um outro aspecto que é estritamente cultural: o sistema matriarcal. Esse sistema determina que a herança vem do lado maternal e não do paternal. Logo, a criança é bem educada e orientada pela sua família do lado maternal.
Na sociedade africana a criança é verdadeiramente a glória da mãe. A mulher será bem estimada pelo seu marido e seus familiares pelo número de filhos que ela colocar no mundo.
A mulher, por este motivo, sempre deseja ter muitos filhos. No entanto, ela evita de dar a luz todos os anos, para não fazer sofrer o último filhinho que ainda está sendo amamentado no peito. Como não existe nenhum método contraceptivo na tradição africana, então o marido evita de ter relações sexuais com a sua mulher durante os oito meses que seguem o parto.
A FAMÍLIA E A EDUCAÇÃO
Na África, o conceito de família é bem diferente do nosso mundo. Para o africano, a família tem uma conotação mais alargada. Os laços de sangue ou de tribo são mais abrangentes do que a própria filiação paterna ou materna. Logo, a responsabilidade na educação das crianças ou adolescentes é de todos os membros da família.
É bastante comum ouvir uma criança ou adolescente chamar a tia de mãe, ou o tio de pai. Em relação a todos os adultos existe sempre o respeito e a aceitação da correção educacional.
A família é a elemento base da estabilidade da sociedade africana, porque tudo o que diz respeito a uma pessoa envolve toda a família. Um rapaz não se casa com uma moça (ou vice-versa), mas ele (ela) se casa com toda a família. Se no futuro houver um problema entre o casal, será também problema de toda a família, que intervirá de todos os lados para ajudá-lo a superar a desavença.
Nesse caso, ninguém dirá que é intromissão ou invasão de privacidade. É justamente o contrário: na hora do julgamento popular, o casal não falará nada e serão os outros membros da família que falarão em seu nome.
Os filhos, educados nesse ambiente, saberão como orientar as suas vidas no futuro, porque terão como ponto de referência a tradição familiar herdada de seus pais, avós e antepassados.
A MÃE E A CRIANÇA
Nas duas primeiras semanas que seguem ao parto, a criança não pode sair para fora do quarto e nem ver a luz do sol. Isso porque ela ainda é fraquinha e precisa adquirir imunidade física e espiritual para enfrentar o combate contra o espírito do mal e as intempéries do tempo.
Ao término desse período, uma senhora idosa pega a criança e a faz aparecer em público e na luz do sol. Em seguida, coloca a criança deitada debaixo de uma calha. A água escorre e cai sobre a criança, que evidentemente começa a chorar.
Em seguida, um grupo de senhoras sai andando pela aldeia agradecendo a toda a população pela solidariedade no momento do parto. De volta à casa da mãe, dizem à criança: “Você veio a este mundo, não mate o seu pai e nem a sua mãe”. A mãe se rejubila com as outras mulheres pelo filho que foi apresentado aos aldeãos. Todos saúdam a mãe, dizendo: “mo ni ba”, que quer dizer: “Felicitação pelo(a) filho(a) que você colocou no mundo”.
Pe. Toninho Nunes - PIME
Coordenador do COMIDI
Florianópolis-SC
Foi missionário na
Costa do Marfim por 19 anos

domingo, 15 de agosto de 2010

Sorella Jussara Maccheroni

Meus primeiros convidados a jantar em minha nova casa encontraram:
Prato que eu batizei como "Jussara" em homenagem a minha irmã que, através do Skype, deu-me dicas para o preparo.

Ingredientes:
Spaghetti Lunghi (500g)
Tomates miúdos (500g)
Queijo Feta tradicional (500g)
Azeitonas verdes (200g)
Alho (muito)
Salsão (pouco)
Velho Barreiro (2 tampinhas)
Pimenta branca (pouco)
Pimenta rosa (pouco)
Azeite (250ml)


O segredo é preparar o molho 4 minutos antes do cozimento da pasta, que não deve passar de 8 minutos.
Servir imediatamente ao sair do fogo.

Acompanha vinho tinto pinotage (sul-africano)

sábado, 14 de agosto de 2010

Em casa

Um novo fenômeno começa acontecer:
estou me sentindo em casa.

Kuduro, Angola

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Nossas Bandeiras

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Comentários que chegam por e-mail

Realce Edu!
Fico feliz em saber que vc está em Luanda.
Deve ser mesmo muito fixe. E os angolanos são com certeza muito giros.
Estou lendo o teu blog.
Miúdos nao são só bebes são caras de uma forma geral.
Eu tenho muitos amigos portugueses aqui em Estocolmo...
Se vc puder dê um pulo no velho continente antes de voltar para o Brasil.
Venha nos visitar na Suécia!
Adoraríamos ter vc por perto.
Beijinhos
J.
PS: Leia o Ondjaki, é um escritor angolano que vale a pena.


Oi Edu,
Muito legal mesmo o seu Blog, BARBARO !!!!!!
Vou estar em contato, vou aprender a participar, deixar comentários, etc..,
FOI O MAIOR PRAZER VISITAR O SEU BLOG E SABER DAS COISAS DAÍ,
Abraços,
G.


Muito legal seu blog!
Espero de coração que dê tudo certo prá você aí.
Grande abraço
E. (Mercearia)


Oi Eduardo,
Aqui no Brasil deram muito destaque ao ataque que a seleção de Togo sofreu na fronteira de Angola com o Congo. Vi nas reportagens que o local é ao norte, e achei muito legal vc colocar a posição de Luanda no mapa, percebemos que é no nível de Recife, mais ou menos.
Pelo jeito Angola é um barato, hein ?
Muito legal e um lugar de gente bonita !

Abraços, G.



Boas Tardes ó pá,

Gostei de falar consigo ontem deste jeito vamos ficar mais em contato do que se estivéssemos no Brasil.
O Blog tá bacana, para meu gosto (que cara chato este Alberto né) esta meio “chapa branca” você mal chegou e esta mais angolano que os angolanos... tem “viva angola” demais, aí fica difícil saber como é a fascinação ta meio ufanista.
Abs. e muito Axé

A.

Quem olha para fora sonha; quem olha para dentro acorda"

J.


Querido,espero que você esteja gostando da sua experiencia Africana.
Até quando você planeja ficar por ai?
Vou dar um jeito de te visitar e quem sabe fazer uma viajem juntos por ai...
Vai me dando noticias do seu tempo disponivel para a gente planejar.
Ja estou cheia de saudades!
Fiquei triste de não ter despedido pessoalmente.
Muitos beijos.

C.